5 dicas de motivação para iniciar a corrida: o método

A propósito, o meu amigo que me perguntou pelo plano tentou em tempos correr  e desistiu depressa. Todos os meus amigos e amigas que não seguiram os meus conselhos de corrida, desistiram de correr, uns logo no início, outros passado alguns meses ensombrados por lesões. Todos. 
Não digo que só funcione o meu método, como é óbvio, mas o meu funciona de certeza.
1 – A coisa começa logo no compromisso. Tudo o que seja uma resistência a um compromisso é um sinal de que nem vale a pena gastar 1 euro em equipamentos ou 5 minutos a treinar. E refiro-me a compromissos tão básicos como inscreverem-se numa prova de 10km daí por 3-4 meses e tentar apenas ser finishers ou adquirir equipamento. Ao primeiro “não me vou inscrever / gastar euros, sei lá se daí por 3 meses ainda corro”, dediquem-se antes ao visionamento de televisão ou macramé.
2- Traduzam o compromisso em relógio gps + monitor cardíaco + boas sapatilhas (idealmente 2 pares) + equipamento próprio para corrida. O “primeiro vou experimentar para ver se gosto” não resulta. Não conheço ninguém que tenha gostado de correr à primeira, nem à segunda e por aí fora. É algo um pouco subtil e que tem oscilações. Mesmo alguém que já corra há muito tempo pode ter fases em que está farto de correr, ou frustrado com resultados ou lesões. Num principiante não comprometido, qualquer contratempo será o fim. Notem que muita gente opta por pagar 1 ano de fidelização a um ginásio e nunca mais lá meter os pés porque acha mesmo que é um PT que o vai motivar e resolver o problema.
3- Plano de treinos adequado. O principiante que segue um plano com vista a uma corrida, descola. É para isso que serve o relógio GPS e monitor cardíaco (e para aprender a correr de formas diferentes e o tipo de treinos). O que não segue, mesmo nos casos raros em que descole, vai aterrar depressa por lesões crónicas ou por desinteresse. Admito que haja principiantes que mesmo sem plano ou orientação, descolem, mas não conheço nenhum.
4- Escolham alvos em que acreditem e que estejam relacionados com corrida, como ser finisher de uma prova abaixo de xis tempo. Anunciem os alvos publicamente e aos amigos e pessoas próximas. Esqueçam alvos de peso. Perder peso é uma consequência. Dito isto, se for o caso , ajuda imenso perder peso pela alimentação. A corrida não é por aí além eficaz no início para perda peso. O próprio peso excessivo aumenta muito a possibilidade de lesões ou problemas mais graves e evita que os treinos possam queimar calorias. É preferível uma actividade sem impactos, como ciclismo ou natação, isto para pessoas mesmo obesas, mas o mais eficaz no início é uma dieta adequada.
5- Guardem as consultas nos médicos para lesões graves / urgências. Se a dor ou lesão desaparece quando param de correr e só volta quando recomeçam a correr ou correr muito, trata-se de algo que vem da corrida. Não há nada de errado com vocês. As lesões são quase inevitáveis num principiante e não derivam sempre de erros. São quase inevitáveis no início. Se não corressem não vos doía o pé ou o joelho ou as costas. Então não corram quando dói ou mantenham a carga dentro dos limites do que podem fazer. De vez em quando arrisquem um pouco mais, se doer, retrocedam, parem. O médico nunca vai conseguir curar a causa estrutural do problema do principiante e os anti-inflamatórios são um péssimo princípio. O objectivo é dotar-vos de músculos e de um corpo que evite as lesões. Quando começamos a correr estamos a tentar fazer algo para o qual o nosso corpo não está preparado: peso a mais, falta de músculos, vidas de sedentarismo e isso é exponencialmente mais forte quando somos principiantes. Ou seja, paradoxalmente é quando a motivação é mais tremida que estamos mais vulneráveis a lesões. Mesmo atletas mais experientes ficam vulneráveis a lesões quando tentam algo novo, como correr desníveis, aumentar a distância semanal, etc. A solução é contornar a dor com treinos que fortaleçam e contribuam para a lesão não voltar: exercícios de pesos, ioga, pilatos, natação, correr só em subidas e andar nas descidas, andar a pé mais vezes, correr menos distância ou mais devagar, descansar mais entre treinos… Com o tempo, ganhámos um certo feeling para o que nos pode lesionar ou não.

 

 

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