MIUT 2016 – o samurai

Desde o UTAX que nunca mais fui o mesmo. A prova decorreu espectacularmente bem tendo em conta o que implicam 112km e 5500m de desnível positivo.

Depois parei para uma longa recuperação, meteu o fim de ano, o natal, e desde então tenho tido terríveis dificuldades para assentar numa rotina de corrida, sobretudo a nível de horários de sono e motivação. Para ter estabilidade, tenho de acordar muito cedo. Estou com 15% de massa gorda (contra os 12% pré-utax). Continuo a ter de lidar com o desafio de ser pai solteiro metade do tempo e ter zero apoio de família em Lisboa. Não consigo ter uma rotina e as minhas semanas são binárias. Quando estou a embalar, tenho depois 3 ou 4 dias em que não posso treinar. Gosto de fazer muitas outras coisas, como fotografar, ler ou jogar playstation. E ter dates, vida social e sentimental, já agora, por exemplo, que normalmente implicam perder 2 treinos (noite e manhã) nos dias preciosos em que estou livre. Não é exagero referir que um ultra-maratonista tem de ter uma certa ascese nesse campo se for solteiro e não viver com alguém.

Quando voltei a correr, um mero STE (23km, 1400m em Sintra), deixou-me incapacitado para treinos durante uma semana, tal foi a perda de adaptação ao desnível. 15 dias depois repeti, numa noite de temporal e chuva, sozinho, até encontrar o amigo João Paiva lá perdido pelo meio também, e não tive qualquer problema. O treino faz diferença.

Tudo isto pode ser encarado como desculpas e são. Hoje trouxe o equipamento para o trabalho, para depois sair dele a correr, o que também fiz a semana passada. Ontem fiz 23km de bicicleta. Hoje senti uma pontada no joelho e os quadricípites doridos, pelo menos tirei a dúvida:  bicicleta sem dúvida que me coloca esforço numa zona necessária para desníveis. Isso são boas notícias, mas também alerta para ter cuidado ao combinar bicicleta e corrida, não são coisas paralelas, têm sobreposição.

Nem tudo é mau. Tenho comido bem muitas vezes, eliminando hidratos à noite. Comprei uma coisa destas, um ‘espirulizador’. Recomendo. Faço “esparguete” de courgetes, corto chips de batata doce para fazer no forno.

spiralizer

 

…mas abuso na cerveja ou no vinho e o álcool é tremendamente prejudicial para os níveis de glícidos.

Tenho de trabalhar em duas áreas.

  1. voltar a colocar o corrida no topo da prioridade e motivar-me para ela. Como? Penso que devo ser paciente para já e preocupar-me apenas em conseguir vencer inércia e alterar rotina, sem me preocupar com performance, mas apenas com tempo de treino para já, pois estou um pouco ansioso com os resultados dos treinos que fiz em 2016, tenho metido a tónica na intensidade dos mesmos. No UTAX fui em modo “cruise”, regime baixo, constante. No MIUT quero atacar e ter oscilações de intensidade desde início da prova. Para isso será vital o lado da nutrição e reposição dos equilíbrios do meu corpo. Quero fazer um grande MIUT e vou guardar o mês de Março para os testes de forma.
  2. A segunda é intervir no meu estilo de vida. Há desafios: meditação, alimentação, ioga / core, voltar a usar a bicicleta quase diariamente, descer a massa gorda para 11% se possível.

Duas citações a reter.

  1. samurai2samurai1

 

Vamos.

 

 

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