bicicletas, continued… o meu diálogo interno, pensar alto

Depois de mais investigação, perguntas, comparativos… Cheguei às seguintes conclusões: A Birdy vai continuar sempre a ser a minha bicicleta utilitária em Lisboa, não dá hipóteses e não vale a pena sonhar com outras opções. Devo em breve mudar o local de trabalho para uma torre de escritórios e a Birdy permite-me dobrá-la toda e levá-la no elevador apinhado de gente para o meu piso e arrumá-la num canto. Nenhuma bicicleta algum dia pode substituir-me esta versatilidade.

Para poder transportar a minha filha agora que está cada vez mais pesada e tendo em conta que não é possível fazer o fit seguro de uma cadeirinha, e caso a escolinha dela mude, é praticamente garantido que boa parte do percurso será feito em ciclovia como já é actualmente. A solução é um trailer.

trailer

Só preciso garantir que sistema de acoplagem é compatível com o eixo da birdy que no caso da minha tem um nexus hub e não tem uma configuração comum, mas acredito que não haverá problema. Outra questão é o engate ser rápido, mas isso creio que quase todas são.

Portanto, risco qualquer outra utilitária urbana. No meu kit de bicicletas, o upgrade novo seria uma desportiva como a Trek Domane 4.5, categoria endurance road. Era a que completava o meu set. É uma desportiva mas com geometria um pouco menos agressiva e com um sistema de amortecimento de vibrações.
domane

Percebi que é possível mesmo numa desportiva deste tipo fazer o fit de um saco no quadro, debaio do selim e/ou no guiador, pelo que posso ter espaço suficiente para levar algumas coisas para um touring rápido com cartão multibanco. Até há racks que podem levar até 6kg e se ligam com um mecanismo “snap”, mesmo em tubos de selim e carbono.

rack

Depois, uma bicicleta desse tipo poderia servir-me para brincar aos duatlos e quem sabe, um dia, aos triatlos e ironmans (o Cancelara anda numa da série Domane). O problema é a etiqueta de preço: – 2300 euros. Diga-se que as versões desta bicicleta vão desde os 1700 euros aos 6500 euros, pelo que a versão que escolheria dentro da gama nem seria a mais absurda.

Aqui volto ao dilema de todos os anos, a hesitação. Sei que há bicicletas de estrada aceitáveis a 500-600 euros, mas eu não consigo ve as coisas assim, percebo umas coisas de bicicletas e sei que tudo se joga no compromisso. A questão para mim é o compromisso com o ciclismo de estrada: darei uso à bicicleta? Se sim, em poucos meses quereria trocar os 500 euros iam para o lixo.

Mas quando? Em que circunstâncias? E num fim de semana de long run em Sintra vou ainda fazer estrada? Tenho tempo? É um pouco por isso que desisti da ideia de uma de touring específica, eu não tenho tempo.  Eu fantasio com ir para Peniche com ela, passar lá o fim de semana e voltar com ela, mas eu quando vou para lá é para pescar, surfar, aproveitar e vou de carro a 140kmh cheio de pressa comprar isco e preparar anzóis. Vou mesmo ter paciência para acordar cedíssimo e demorar quase 3 horas? E vou mesmo, como acho que vou, almoçar ao Guincho ou outro lado qualquer de bicicleta, andar por aí?

Eu já treino maratonas e ultras. Sem dúvida que o ciclismo é um extra, mas assim como assim, eu já faço +80kms por semana só em commute urbano diário e é bem possível que venha a fazer mais. Nas semanas de treinos mais duros, opto pelo metro.

A única forma disto fazer qualquer espécie de sentido era planear entrar nuns duatlos, triatlos e mais tarde ironmans, acho isso interessante pelo lado de trabalhar a natação em que sou fraco, mas tenho tempo?

Quando espremo bem tudo, chego à conclusão que uma boa bicicleta desportiva seria um luxo semelhante a comprar um Porsche ou um Veleiro, salve as devidas proporções financeiras.

Adoro o objecto, a bicicleta, as bicicletas. Há poucas obras de engenharia humana que eu mais aprecie que o poder do infinito das rodas. Por mim tinha bicicletas nas paredes de casa. Tive uma de estrada em adolescente e cresci na zona oeste, o meu pai era ciclista (amador), o Joaquim Agostinho quando morreu, chorámos todos em casa, é uma memória que tenho muito nítida.

Gosto da sensação de sair de casa e dar uma volta, ver coisas, explorar estradas, passar por aldeias, parar em cafés para beber uma coca-cola e comer uns pasteis de feijão e seguir. Essa sensação de liberdade infinita é algo que na corrida não dá do mesmo modo e o btt também não.

Veremos, tenho de pensar. Não me parece óbvio para já e tenho de ser realista. Detesto isso.

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