suunto, a direcção errada

O meu amigo João LP adquiriu um suunto 3 e eu tenho o 2. Ambos temos coçado aqui a cabeça a tentar perceber qual a melhor forma de registar um percurso que nos vai durar umas 22h. Ele fez um teste num modo do ambit 3 que supostamente dura 30h e só durou 20h. A piada é que o relógio ficou estático numa mesinha e quando ele voltou a pegar nele, tinha feito 30km!

Fiz uns testes com registo com intervalos de 60 segundos (supostamente dura 50h) e os resultados foram desanimadores. Um percurso que sei que tem 2.7km marcou 2km e isto com uma recta gigante. Enfim, a ideia de ficar sem gps a horas da meta e já de noite é um bocado chata, mas talvez seja preferível a ter indicações erradas logo ao km 5 e a exponencialmente mais fortes. Às tantas estou nos 90km e o relógio marca 60.

O que me irrita bastante é do Suunto 2 para o Suunto 3 terem investido em ligação ao caralho do iPhone, desculpem-me o termo, em vez de se focarem exclusivamente em mais bateria e precisão. Não consigo pensar em muitos trailrunners que comprem um relógio gps de 500 euros para andar com a porcaria do iPhone atrás!

Advertisements

8 thoughts on “suunto, a direcção errada

  1. Se bem percebo, a questão não é de bateria, que, pelo que sei, aguenta uma ultra. De acordo com a informação do site da Suunto, o Ambit 3 Sport aguenta até 25h com GPS ligado ao passo que o Ambit 3 Peak aguenta até 50h. A questão é se haverá cortes no sinal de GPS, é isso? Vais ver que vai correr bem, os relógios vão funcionar na boa. O teu 2 portou-se bem no Transvulcânica, não foi?

    1. não, disse no post, o meu amigo joao lp no modo que devia durar 30h o relogio aguentou 22h. Costuma ser assim, sempre muito abaixo do anunciado. Não é haver cortes de gps. E sim, mas na transvulcania eram 13h, aqui são 22h-24h. O ambir t3 só aguenta 50h (tal como o 2) no modo de 60 segundos conforme explico no post, só que esse modo tem uma precisão péssima (recolhe a posição de 60 em 60 segundos e faz a linha recta entre os dois pontos, logo subestima brutalmente percursos sinuosos).

  2. Fácil: vão juntos. Um regista uma metade da prova, o outro regista a outra. No fim colam os tracks. Vês?, se tivesses uma perspectiva mais comunitária da corrida não tinhas este tipo de problemas.
    Outra solução boa: um leva o outro às cavalitas, à vez, enquanto atravessam ribeiros. Metade das bolhas. Só vantagens.

    Agora a sério, é assim tão importante registar a prova? Quer dizer, os registos dos treinos compreendo, por uma questão de monitorização dos resultados. Contas repetir o percurso? Na análise posterior da coisa é importante detalhar ao quilómetro os ritmos, etc.? Vai lá ver o que os teus amigos monges corredores têm a dizer sobre o assunto.

    1. é verdade que não é tão crítico como numa maratona de estrada (e até fiz 3h30′ sem gps por avaria do garmin, mas foi horrível). Gosto de saber quantos km’s fiz e onde estou durante a prova, por questões de pace e decisões de nutrição, especialmente numa prova que tem postos quase sempre a mais de 10km uns dos outros. E também gosto de registar e guardar no Strava essas provas, tanto por questões emocionais e de motivação, como para comparar com a Transvulcania, o RDUT etc. Ao fim de uns anos filtro por “races” e tenho os dados comparativos de todas as corridas que fiz e sim, gosto disso :] em compensação não levo gopro e selfie sticks!

  3. Pois, também gosto de guardar os tracks das provas e dos treinos. É muito importante ir vendo os kms para saber se estamos próximos de um abastecimento ou se é hora de comer/beber qualquer coisa. Vou ter uma parte do percurso de 14k sem abastecimentos e é importante ver a que distância estamos.
    Acho que já percebi. Mas olha, não será melhor optar pelo modo 60″ e não teres muita precisão e assim conseguires o track da prova do que o relógio não durar? Ou, em alternativa, levar o suunto para uma parte do percurso e, quando gastar a bateria, usar um Garmin, ou vice-versa? Se não percebi mesmo, considera-me uma loira e pronto.
    Se te serve de consolo, eu estou é a stressar com a chuva e a trovoada (que não tenho medo, mas estar no meio de árvores com raios a rebentar mesmo em cima, não me está a apetecer) que tenho receio de arrefecer e entrar em hipotermia. E não quero fazer a prova toda com a manta térmica. E o outro stress é a alimentação, mas planeio levar sanduiches de presunto e chocolates em barda. 😀

  4. Adenda (que não dá para editar o meu comentário anterior; e agora parece-me que percebi mesmo): isso da falta de precisão não ajuda nada porque convém saber sempre a que distância estamos de um abastecimento. Pode-se sempre perguntar a alguém que esteja a passar quanto é que regista o relógio dele/a. Ainda assim, não dá a autonomia que queres e que comprendo, pois há percursos que se fazem sem ver vivalma. Bom, assim sendo, sugiro levar dois relógios, um para metade do percurso outro para a outra metade. Espero ter ajudado. 🙂

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s