Estratégia preliminar para o UTAX – tempo de finish

Na minha prova da Transvulcania (link para actividade no strava) a 9 de Maio deste ano demorei 14h para fazer os 72,4km e 4336m.

O tempo limite do UTAX é de 26h. Ao mesmo ritmo, poderia esperar um tempo entre as 21h e 22h para os 112km e 6000m do UTAX 112. O rácio de desnível é um tudo nada inferior para o UTAX (5,4% vs 6,0%) mas penso que é mais do que largamente compensado pelo acréscimo de mais de 1700 metros de desnível e mais 39km.

É este aliás, o ponto chave e que me leva a considera já como muito optimista (talvez demais) qualquer tempo inferior às 22h para primeira experiência para lá dos 100km.

O percurso de 2014 não é directamente comparável. A prova começa noutro local, embora tenha apenas 3km a menos e aparentemente a mesma altimetria – embora leia 5600 metros noutra informação e não o arredondado 6000. Quando sair o track do novo percurso de 2015 será possível perceber se é o mesmo de 2014 ou não. Vendo as classificações vemos 160 finishers com tempos entre 13h:06 (Luís Duarte) até ao último com 24h:47

É pena não surgir uma lista dos que estavam na grelha de partida de 2014, se tivermos em conta que este ano havia 350 vagas e esgotaram num ápice e o que também esgotaram em 2014, houve de certeza muitos DNF e isso é relevante. Mas é prática comum, nem o UTMB ou a Spartathlon incluem os DNFs na lista. O aparente 160º pode não traduzir o mérito daquele último classificado, é esse o meu ponto. Na Spartathlon se quase metade desiste, chegar em último é obra mesmo assim.

Analisando os tempos dos que acabaram, metade terminou em menos de 20h e 40 minutos. Convertendo isto para os 112km poderíamos acrescentar mas 20 minutos e chegávamos às tais 21h. Mas este percentil 50% pode corresponder afinal ao 30% ou 40% se entrarmos em linha com DNF com sucede na transvulcania.

Ou seja, é razoável eu pensar num tempo entre as 22h e as 23h, 3h abaixo do tempo limite, isto como primeira experiência nesta distância.

Por outro lado, estou a treinar e vou treinar até Outubro. Será razoável esperar que por lá esteja melhor, mas isso serão os testes a determinar. Próximos capítulos vou tentar analisar o equipamento, mas para isso preciso de ler relatos de quem a fez.

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5 thoughts on “Estratégia preliminar para o UTAX – tempo de finish

  1. Gostei muito da tua análise para estimar o tempo necessário. Uma questão que considero sempre interessante: vais fazer uma análise aos teus ciclos de treino?

    Abraço

      1. Refiro-me à definição de treinos nos vários ciclos de treino. Por exemplo, quando apostas em séries (velocidade), em que periodos fases mais rampas, volume de treinos curtos, volume de treinos longos etc. Ou seja, não só apresentar quais o teu plano estrutural de treino, como o que podes alterar e o impacto na tua performance. Penso que esta reflexão te ajudaria a fazer ajustes no plano (e ouvir outras opiniões)

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