ainda não está bom

Recaída no pé direito. Depois de ter exagerado com 44km em 4 dias, o pé direito de sinal na zona da ferida do pé. Tenho as marcas muito visíveis, mas pensei que estava sarado. Pelos vistos a pele por baixo ainda não estava a 100% e a camada de fora acabou por cair depressa demais no pé direito. A extensão é de tal forma grande quando tomo banho, a água entra debaixo da pele e sinto o peso dela, tendo depois de a escoar antes de sair da banheira. Sim, é nojento. E não sei se não me vão cair duas unhas dos pés que estão todos os dias mais negras. O pé  esquerdo também está dorido mas parece ok. Este fim de semana é de estar com a minha filha. Veremos se posso correr trail ou se fico por ciclovias no Baleal. Sou capaz de me aventurar em Montejunto se o pé melhorar, na madrugada de Sábado, e se a minha mãe toma conta dela um pouco.

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body fat, a outra motivação

body fat

Tenho tido bastantes dificuldades em baixar dos 12% de massa gorda. Não que esteja a tentar propriamente dito. A excepção foram as semanas seguintes à Transvulcania em que pela primeira vez andei nos 11% sem perda de peso. Depois com as pausas, UDP e bolhas nos pés, paragem e pronto, ganhei peso em massa muscular, mas também massa gorda.

Estou a tentar disciplinar-me para que nos dias em que não corro, faça um bocado de cross fit, pesos, core, ioga, pelo menos 45 minutos. Não tenho desculpa para não fazer isso em casa.

O objectivo para os 112km do UTAX é andar pelos 11% consistentemente e até baixar disso. Acredito que vou conseguir porque planeio muitos long runs muito lentos combinados com hikes fotográficos.

E aqui entra a motivação… como não estou a treinar para uma maratona de estrada em que possa fazer testes de tempo em circuitos, a ideia de conseguir chegar a este objectivo ou abaixo dele é pelo menos um indicador de que estarei mais leve, forte e ágil.

vertigo – 25km nas arribas do Cabo da Roca

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Este track correspondia ao trail de 25km do Monte da Lua e até meio ao de 50km (o percurso é comum). Tentei apenas um atalho perto do fim, mas acabei por fazer 25km na mesma por causa de outro desvio.

Percebo agora as reclamações que li em redes sociais, acho este percurso anormalmente perigoso e a ideia de fazer isto em fila indiana com pessoal acima de mim ou abaixo, em modo de corrida arrepia-me, mas pelo menos no trail longo, como isto é no fim do percurso, não deve dar azo a grandes confusões.

Sofro um bocado de vertigens e isto foi um teste. Acho que houve passagens que são pura e simplesmente perigosas demais, em arribas instáveis. Uma delas parecia tão periclitante que optei por ir pelo mato a direito, só para passar um pouco mais longe da falésia suspensa… Dá a sensação que aquele trilho foi ficando cada vez mais perto da falésia em certos pontos porque a falésia caiu. Era boa ideia a organização ou autoridades esforçarem-se para limpar mato mais para dentro e abrir novos trilhos, pois vi algumas pessoas a fazer hike por aqui, incluindo uma família com crianças pequenas e um pai com um miúdo de 3 ou 4 anos às cavalitas! Há pessoas que não têm noção….

Foi um treino anormalmente duro. Sabia que os números impressionavam, 25km com 1000m, mas logo nas arribas (fiz o percurso no sentido contrário aos ponteiros do relógios) perdi muito tempo no terreno técnico, acabando por demorar 4 horas e 30′ quando queria despachar isto e 3h e pouco.

O fim foi muito penoso, muito calor, um estado de cansaço e fraqueza total e ainda por cima as salomon xwing 3 que nunca uso, estavam a dar-me bolhas, como sempre deram. Para manter uma velocidade normal, o meu ritmo cardíaco disparava para os 170bpms. É bom o treino com a sensação de exaustão que não só me faz habituar à mesma, como estimula a capacidade de metabolizar gordura, mas não foi boa ideia ter sido tão duro agora já tão cedo pois venho de uma paragem.

Levei monitor cardíaco, seguindo os conselhos de Tim Noakes. Quero sobreviver a um volume muito elevado de kms e habituar-me a correr lento e fácil para enfrentar os 112km do UTAX e já percebi que consigo andar pelos 170 sem dar por isso, o que é fatal numa ultra. Tenho de voltar a usar monitor nos treinos, como na preparação para RDUT , a minha primeira ultra, de 80km, para me habituar a ir lento.

Vi paisagens magníficas e espero voltar a este spot em breve para fotografar com calma.

bom dos pés!

Yes! Os pensos já não têm nada, consigo andar sem canadianas, sinto apenas um pouco dorido e isto tem uma marca feia, mas sem dúvida que Sábado já posso correr de certeza, se é que não corro antes disso. Tenho saudades tremendas de treinar. Hoje passei pelo jardim do campo grande vindo de metro, com o portátil às costas, vestido à pipi, e tive tantos ciúmes do pessoal a treinar ao fim da tarde. Mentira, ciúmes não tive, todos muito piores corredores do que eu, claramente. Inveja? No bom sentido? Vocês entendem. Venham daí muitos quilómetros e muito tempo na estrada, o plano agora é esse, o mote: sem pressas, para evitar lesões e preferir volumes altos. Preciso de treinar o lado de andar bem nas subidas, de estar em pé muitas horas. Outro eixo fundamental: dormir bem e muito.

utax aqui vou eu (mas não é fácil com a minha a querer um bocado do tapete de treinos)

Hoje foi dia de treinar core e pesos, uma hora em casa, com a minha filha sempre a querer saltar para dentro do tapete de treino, a roubar-me os pesos, a bola, a querer imitar-me os movimentos, a precisar de colo subitamente, a trepar para as minhas costas, a rir-se, a atirar-me a bola (de kgs) para cima da cara, a querer espaço, a rebolar… felizmente farta-se ao fim de vinte minutos e deixa-me um pouco em paz.
Espero manter esta disciplina, mesmo nos dias em que não possa correr tenho de arranjar tempo para uns exercícios. Acho que preciso de parar ainda uma semana no que respeita a correr, mas bicicleta acho que é já amanhã. Os meus pés aguentam, penso eu.

como passar de 60-80k para 112k and beyond…

As boas notícias: a nível de volume de quilómetros de treinos semanais não faz grande diferença, apesar de uma tendência para long runs mais longos (especialmente os key long runs) e eventualmente mais back to backs e um ritmo mais moderado. As más notícias: é sobretudo psicológico, o que significa que o nível de superação necessária no dia da prova é incontornável e não pode ser muito amenizado pelos treinos.

Exceptuando as duas semanas anormais em que estive de férias dedicadas a treinos, mesmo com tudo a correr bem, sem lesões, com o meu emprego e outras condicionantes, é quase impossível eu fazer muito mais do que 70-80km por semana, com algumas semanas a esfolar-me. Não é impossível, mas muito difícil ou muito caro – podia inscrever-me num ginásio para lá ir à hora de almoço ou correr e tomar lá banho etc. Contudo, há mais, muito mais a treinar e melhorar nos próximos meses, coisas com impacto real na prova:
1) melhorar a minha alimentação, procurar ter sempre vegetais, frutas, evitar fritos, refrigerantes, álcool etc, tornar-me o mais leve possível, diminuir inflamações, suplementos de omega 3.
2) fazer mais crosstrain de body weight / yoga, algo que posso fazer em casa com a minha filha quase sem problemas (quase, porque ela tende a querer imitar-me ou a meter-se às minhas cavalitas quando estou a fazer planks)
3) sono, sono, sono. Ser nazi nos horários do meu sono. Deitar-me cedo, dormir bem, acumular sono.

O resto não dá para inventar. Vou treinar trail sempre que tenha tempo para isso. Vou optar por long runs quase sempre superiores a 30km ao fim de semana. Vou tentar encaixar corridas mais longas de madrugada, por exemplo, ir até aos esquilos de monsanto a correr. Já tentei uma vez, mas cheguei atrasado ao treino por larga margem, tenho de partir de casa muito mais cedo, isto para compensar os fins de semana em que não posso fazer o long run de trail. Tenho de perceber o que isto significa para mim e se estou disposto a cumprir com o mesmo nível de dedicação que conseguia aplicar quando podia seguir planos à risca.

Também quero mesmo fazer umas aventuras especiais, como ir de Lisboa à casa da minha mãe perto do Sobral (40-50km) e voltar para Lisboa no dia seguinte.