recomeçar do menos que zero

treino

Ontem, noite de excessos.

Hoje, ressaca, sono. Um estado péssimo, entorpecido, depressivo, a agravar a inércia de alguém que não corre quase nada desde a Transvulcânia, há praticamente um mês, e está a tentar apanhar os bocados de si. Até fumar. Bati no fundo. Mas foi como uma despedida de sedentário, digamos assim. Às vezes é bom uma catarse épica em noite de santos. Faz-nos dar valor a estar bem. E a corrida tem um papel importante para mim. Tem sido um mês difícil para mim, a vários níveis, e notei que não pode ser coincidência sentir-me assim e ter deixado de correr depois da transvulcânia. Não é tanto que a corrida seja um antidepressor ou regulador do espírito (que é), o ponto é que para conseguir cumprir os treinos previstos temos de ter disciplina de sono a horas certas, menos abusos, mais comidas pós-treino com bons nutrientes, etc.

Abdiquei de ir para o Baleal pescar. Hoje não teria tempo para correr e amanhã só poderia correr em plano e estrada. Hesitei muito. Penso que hesitei entre o eu que corre e o outro eu. O outro eu iria para o Baleal, compraria isco fresco, levaria umas cervejas e uns petiscos e encontraria um spot aprasível numa falésia, vendo o por do sol e a noite chegar. Ia para casa, escrever, beber mais umas cervejas. No dia seguinte, faria o mesmo ao nascer do sol. Não há nada que me esvazie mais a cabeça do que essas hora e tinha mesmo decidido não levar a máquina fotográfica, pois tenho saudades de pescar e não queria pensar em duas coisas ao mesmo tempo.

Mas optei antes por correr e em Monsanto. Senti que era agora ou nunca. Depois da Transvulcania eu deixei-me mesmo levar pelo extremo sedentário, passei a deitar-me tarde, a comer pior, a abusar. Não posso esquecer apesar de tudo que tenho feito 60km de bicicleta por semana em média e fiz mesmo algumas voltas extra-commute diário.

Fui só de sapatilhas e calções, à Anton Kupricka, improvisando. A tarde estava fantástica e Monsanto estava incrível, sentia o vento quente a passar-me pela pele. Eu é que estou uma lástima. Tentei descontrair e quando estava demasiado estoirado, andava a pé um pouco, a recuperar.

Fiquei feliz de chegar ao carro, depois deste treino. Amanhã corro de novo, mas não sei ainda bem onde, nem quantos quilómetros. Depende de como me sentir amanhã ao acordar.

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