maratona sub 3h (agora no blogue certo, porra)

era para ser uma resposta ao meu amigo Pedro nos comentários mas fica aqui em forma de post)

Acho difícil baixar das 3’30” de Dezembro de 2014 para sub 3h em Outubro de 2015. Talvez 3’15” fosse um bom objectivo para começar. O ponto é que tenho medo de chegar aquela fase em que o progresso exponencial e depois linear do principiante deixa de ser linear e passa a ser logarítmico, que é como quem diz, a evoluir cada vez menos e com a evolução a exigir cada vez mais treino, até chegar aquele ponto em que tirar 3 ou 4 minutos a um PR envolve a conjugação de muitos factores marginais.
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Também há receio de ver um limite, por isso não estou assim tão inclinado a tentar já. Tenho a certeza que consigo correr a Spartathlon no tempo limite um dia se treinar para isso. Isto é, o treino em si exige unicamente força de vontade extrema. Se treinar, consigo. Já numa maratona sub 3h, o meu receio é não ser capaz já. Estamos a falar de baixar de sub 4’58” por km para sub 4’15” por km… Talvez seja algo para tentar depois do MIUT em 2016, como tinha previsto. Nessa altura, supostamente com duas ultras de +100km e desníveis extremos nas pernas, acho que aguento o nível III Advanced da Garmin para a Maratona, com treinos bi-diários, sem me lesionar.

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7 thoughts on “maratona sub 3h (agora no blogue certo, porra)

  1. Obrigado, até me sinto honrado com um post em jeito de resposta 😉

    Eu acho que, na nossa idade, as 3h são exequíveis e é possível lá chegar em relativamente pouco tempo, com bastante treino é certo, mas é muitíssimo mais fácil que conseguir acabar a Spartathlon. Penso que é uma questão de, ponto 1 treinar para correr rápido, ponto 2 tornar sustentável a corrida rápida.
    A questão que vejo aqui é que o treino para fazer ultras e o treino de velocidade são coisas um bocado diferentes e não dá para treinar as duas em simultâneo.

    1. quanto à eco, já pensei e não posso, demasiado perto da Ultra Douro – Paiva e a fazer um treino de pico tenho de meter ultra desníveis em sintra como fiz para a transvulcania. É pena a UTDP ser tão perto, porque a Ecomaratona é uma prova muito divertida de se fazer (só fiz uma vez).

  2. Eu acho que o fundamental é exatamente a questão de o corpo aguentar o treino necessário sem se lesionar. Neste momento estou a treinar para essa maratona em outubro e tenho a vontade e o tempo suficiente para fazer um treino bi-diário comum aos corredores mais avançados. A questão é que o meu corpo não aguentaria isso sem se lesionar… Não é só uma questão de vontade, é de ter as bases suficientes, como muito bem explicas no post. Não há atalhos, há que ir construindo a quilometragem semanal necessária durante um ou dois anos até se conseguir o tempo almejado. É precisamente esse trabalho que exige muita paciência que estou neste momento a fazer: elevar as capacidades do meu corpo até onde está a minha vontade/objetivos

    1. É isso e vais conseguir. Em parte é por isso que gosto de alternar estrada-trail. Em vez de ir a evoluir continuamente e lentamente nas 2 coisas, evolui-se aos saltos nas 2. Acho que ainda é cedo para a maratona sub3h mas depois de um UTAX e MIUT… Estás a apontar para ser finisher então e fazs bem. A minha treinanda também baixou a fasquia, depois de uma meia 2h05′ (tinha feito 2h10′ na meia da ponte). Ficou deprimida, coitada. Injustamente, tirou 5 minutos a um PR num mês. É bom.

      1. Faz sentido isso de intervalar, faz. Gostava de me embrenhar mais no trail mas não sei se estou preparada para abdicar da conveniência que é treinar estrada. Talvez depois da maratona, se me traumatizar. E parabéns à treinanda 🙂

  3. Se a vida permitir esse ritmo de treinos/adaptação, creio que é possível, mas é um treino de velocidade/estrada intensivo – Um amigo meu, um pouco mais velho que nós (40), baixou de 3h25m para 2h58m (isto em 2 maratonas, que é o seu total). Só que seguiu um programa de treino puxado e tem a margem profissional/pessoal que lhe permitiu cumprir aquilo direitinho.

    Conjugando com outro tipo de treinos ao mesmo tempo, não sei se fica assim tão viável pelo desgaste associado. Mas cada ‘máquina’ tem os seus truques 🙂

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