um bocadinho de épico às 5:30 da manhã

treino1

Acordei às 5:20 da manhã pelo segundo dia consecutivo e corri 27km com 637m de desnível, o penúltimo long run antes do transvulcania. Custou acordar, mas ontem às 22:50 já estava a dormir. O plano era correr de casa até ao parque do penedo em Monsanto para 1h com os esquilos que houvesse e depois regressar, num total de 3h, pois não vou poder correr muito no fim de semana.

Depressa se tornou evidente que não ia chegar a tempo. Demoro 20 minutos a chegar até Monsanto, mas até ao Penedo são pelo menos mais 20-30 minutos devido ao desnível.

Por isso explorei de novo as subidas do “cozido”, desta vez mais lento e corri à vontade, evitando trilhos técnicos pois o meu entorse também está a reclamar, tendo evoluído agora para uma sensação de luxação na canela com um mau jeito que dei ontem. Adormeci com um pack de gel térmico gelado comprimido contra a canela, mas mesmo assim hoje de manhã tinha dores que tornaram este treino um pouco mais difícil do que já seria

Estou ansioso por descansar mais nas próximas 2 semanas antes da prova. Foi muito importante este ciclo final de treinos, ensinou-me coisas novas. Do ponto de vista físico, se não fosse o entorse, que é no fundo um trauma de acidente por pisar uma pedra e não por excesso de volume, sobrevivi. Mesmo o joelho, apesar de não estar a 100%, deu-me tréguas e conseguirei fazer o Transvulcania. Adaptei-me um pouco mais, em termos psicológicos, a níveis elevados de volume para os meus padrões anteriores, como as duas semanas na casa dos 100km. É preciso uma motivação grande e rituais que vão desde horários e planeamento, à nutrição. Não tenho dúvidas que a motivação veio do tipo de prova que é: a Transvulcania. Não posso recomendar mais a corredores que queiram evoluir que metam provas especiais no horizonte. Não precisam de ser internacionais, famosas ou distantes, precisam é de ter qualquer coisa que nos faz vê-las como especiais e que nos inspirem.

Salvo excepções felizes e bem vindas, foram muitas horas sozinho. Sozinho para depois às 3 AM, numa ilha distante, ir de autocarro até à partida, com milhares de corredores, quase todos espanhóis, e ver-me metido neste caos, nesta largada infernal a caminho do topo do vulcão e ver o nascer do sol de lá, com 50-60km ainda pela frente.

vulcania caos

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