44k em Sintra a sentir-me bem (na medida do possível)

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Não tem 2400 de desnível como vinha referenciado no gpsies (erro de gps do utilizador que fez o upload), mas 1800m. Até aos últimos kms perguntei-me se não iria haver um mergulho a pique até ao mar para conseguir 700m, mas não. É jeitoso, mas o Sintra Trail Extreme continua a ser mais Extreme com os seus 2500m na mesma distância. É também menos técnico, especialmente nas subidas que tendem a ser caminho / estradão e até asfalto, sendo rara a rampa a pique. Em compensação, é um percurso espectacular, com vistas magníficas e partes amplamente rolantes. Quem queira treinar ultra trails  não extremos em desnível tem aqui um belo track. Sintra está muito bonita nesta fase do ano, cheia de flores silvestres e cheiros intensos, abelhas, fervilha de vida, tudo verde.

Foi também um run algo pesadão, parti com 2,5 Litros ao todo + carteira, chaves, telemóvel etc. a trabalha toda, boné, bastões, enfim. Não ia light.

Estreei as gaiters da salomon.

gaiters

Não dei por elas a nível de conforto, depois de uns ajustes. Não gosto da localização do velcro para fechar, a aba que fica por cima (que tem o logo salomon) tende a curvar para fora e as gaiters roçam uma na outra. Mas depois de uns ajustes ficou resolvido. Em compensação foi fantástico não ter uma só pedrinha ou raminho nas sapatilhas. Sintra é um desastre neste aspecto para mim, tenho de parar constantemente para tirar pedrinhas e raminhos irritantes. Nada, zero. Sei que nas provas isto é fatal, corta-me a concentração, às vezes adiamos adiamos adiamos e entretanto a pedrinha cria um ponto de fricção e nasce uma bolha.

Em 6 horas consumi perto de 4 litros de água, 5 cápsulas dose tripla de electrólitos (os que vou levar) e consumi exclusivamente perpetuem. Ao fim de 4-5 horas já me custava e o estômago protestou. Tenho de diminuir a concentração, parece-me, coloquei 5 colheres em 500ml para 3 horas, uns 250kcal por hora. O Scott Jureck pelo menos consome entre 200 a 300kcal. Mesmo o treinador que me ajudou a preparar o RDUT,  o Mestre José Carlos Santos, bem me aconselhou mais de 200kcal por hora. Sei que parece muito (um gel ou uma barra tem 70-80kca e não vemos ninguém comer 3 por hora), mas a verdade é que não “bonkei”.

O problema é mesmo o enjoo daquilo ao fim de 5-6 horas. Por isso o segredo estará em descer a dose e combinar com extras nos abastecimentos para não enjoar do sabor. Tenho a certeza que os eletrólitos também tiveram um papel importante. Apesar de estar ’em forma’ neste momento, estou também muito cansado, com 180km em menos de 2 semanas e acredito que a máquina funcionou até ao fim sem grandes stresses não só pelo ritmo bem pausado a que fui, andando nas subidas mais duras, apreciando a paisagem aqui e a acolá, mas também por meu corpo ter processado bem as calorias e os electrólitos.

Foi um bom teste, acredito num Transvulcania sub 12h, mas preciso de afinar coisas. Terminei bastante cansado, mas com o espírto elevado e até um pouco emocionado, como convém depois de tantas horas sozinho no meio do nada, em bosques por vezes profundos e já sem luz solar e daquelas vistas incríveis num dia bonito e calmo.

Vou agora beber sumo de tomate deitado no sofá. Já sinto o sono a vir.

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