regresso ao Sintra Trail Extreme

Regressei ao palco onde a 23 de Agosto de 2014 fiz o treino chave para os 80km do Reccua Douro Ultra Trail, mas desta vez só com um loop em vez de dois. O loop tem 19km e a distância da partida/chegada ao carro, cerca de 3km (2x3km)

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Não há dúvidas que é o percurso ideal para quem precisa de meter desnível concentrado. 1400m em 25km é muito. Algumas rampas como a da maior subida têm um gradiente superior a 20% que se prolonga durante 2km. E as descidas não são mais fáceis, sendo o piso muito técnico.
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Sintra é mesmo mágica, mas este percurso é feio, duro e mau. É sádico. Só se preocupa em maximizar desnível, não há cá voltinha turística. É claustrofóbico, com muitas subidas e descidas a decorrerem nos trilhos de downhill com vegetação espessa que, por esta altura do ano, literalmente invadia tudo. Cheguei a ter de gatinhar debaixo de árvores caídas e arbustos. Alguma lama, mas não muita. Hesitei antes de fazer isto por causa do tornozelo (escrevo isto com gelo à volta do mesmo…), este piso é impiedoso.

Fiz em modo de treino, tentando não forçar a barra numa semana em que estou a apontar para os 100km totais pelo menos e já fiz 65km desde 2ª feira. Não me senti particularmente bem. Para poupar o Perpetuem e as capsulas de electrólitos, levei nutrição à antiga: barras de cereais, um chocolate (um sneakers), uns fritos da matutano para o sal e a fome. Ia correr em plena hora de almoço. A elevada humidade da serra fez-me perder muita água, andei ensopado o tempo todo. Bebi dois litros e meio e sem electrólitos nem perpetuem, no fim comecei mesmo a estoirar a sério, como não acontecia há muito.

Este é um track recomendável para preparar qualquer prova de trail com desnível. O que sucede muitas vezes nas provas de trail é sermos surpreendidos por desníveis exagerados, quase sádicos, condições que não encontramos em treino facilmente se treinarmos na região de Lisboa. Em Monsanto é literalmente impossível simular um Trilhos do Paleozóico de Valongo por exemplo, ou o Marão do RDUT, mas em Sintra dá para aproximar mediante determinadas escolhas. Um percurso normal em sintra com 25km tem quase sempre à volta de 700-900 metros no máximo. É preciso passar dos 30km para bater os 1000m de desnível, por isso 1400 em 25km é uma boa simulação de prova.

Não é que me apeteça, mas talvez faça isto com os 2 loops antes do Transvulcania (total 43km). Talvez. Se não, algo do género, sigo o track de uma prova (o trail Monte da Lua por exemplo, são 50km, tenho o track). Apetece-me 1000x fazer outros treinos, outras corridas, mas sei que me estou a enganar um bocado, a procurar volume de km em vez de desnível positivo e negativo. É uma tortura fazer este circuito duas vezes. Hoje quando passei pelo cruzamento do 2º loop lembrei-me de, em Agosto do ano passado, ter pensado para mim mesmo “não vou hesitar, vou seguir em frente e dar outra volta de 19km ao carrossel” e não hesitei porque tinha dito que o ia fazer e a verdade é que ainda me mexia, por isso não tinha desculpa.

Apesar do cansaço, foram 29 os achievements, com muitos PRs. Só não me surpreende porque ontem foi o mesmo disprate.. Desconfio do CR no pequeno segmento de down hill com uns 100 nomes, sendo que destronei o Bruno Fernandes que é muito, mas muito melhor corredor do que eu. Cá para mim foi erro de GPS. Mas quanto ao resto, parece-me legítimo.

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