La Palma

Dakota Jones e Anna Frost a falar de trail running às crianças e jovens de La Palma no teatro Circo de Marte, a poucos dias do Transvulcania, isla de La Palma​ onde vão correr e que já ganharam em edições anteriores. Uma das coisas que torna esta corrida especial é o que significa para as pessoas da ilha e o seu envolvimento. São multidões nos postos e na meta, a aplaudir quem chega, até aos últimos, sempre com o mesmo entusiasmo. A experiência de “high fives” dados pelas crianças que se perfilam na passadeira vermelha antes da meta é relatada por todos os trail runners. Com as saudades que vou ter da minha filha, não me é difícil adivinhar o momento emotivo ao fim de mais de 70km duros.

dakota

e pronto, mais pneus novos…

Hoje de manhã com a miúda às costas no baby carrier, vejo que tenho o pneu de trás da Birdy furado. Mudança de planos, fui a correr e a empurrar o carrinho e depois de metro. Os pneus actuais, uns schwalbe marathon já com uns anos e uns bons 3500km pelo menos, estão bastante gastos e martirizados, seja pelo piso de Lisboa, seja pela quantidade inacreditável de pedaços de vidro que há nas bermas das estradas, especialmente em zonas com algum movimento nocturno como é o caso da baixa. Quando começam os dias e noites de calor, combinadas com ausência de chuva para lavar as bermas, é fatal.

Decidi investir nos schwalbe marathon plus…

plus

plus

plus

Infelizmente cada pneu custou 50 euros. São os mais resistentes que se arranja e penso que para o tipo de utilização que faço da Birdy se justificam. Estou farto de ter furos e a minha bicicleta é o meu veículo para tudo: casa-trabalho, levar a miúda à creche, ir às compras, ir buscar o carro, etc.

Vamos ver se resistem a Lisboa!

está quase

Hoje apeteceu-me dormir e não corri. Senti-me cansado. Não percebo porque me dói o entorse se não corro… Ainda fiz 14km de bicicleta hoje a ir e voltar para o trabalho. Começo a aperceber-me que o problema no joelho direito pode ser influenciado pela bicicleta. Tenho-o sentido a latejar e não tenho corrido. Volto a correr sexta feira, sábado e talvez domingo. Sábado gostaria de fazer um treino de desnível puro, subir, descer pique.

Tive de deixar a bicicleta na oficina, a Stumpjumper que afinal não vendi. Testei os pneus novos, fantásticos, rolam muito bem, mas a bicicleta precisa de trabalho. A roda da frente estava empenada, o amortecedor do meio sem ar e o amortecedor da frente está a babar muito. Na oficina perguntei quanto custava uma suspensão igual à frente: 700 euros. Ah ahah. Ok. Ficou a arranjar mas espero pelo orçamento. De tentar vendê-la, já estou a ver que vou ter de gastar uns 100-200 euros nela para a deixar pronta. Tenho sentimentos mistos.

tive o azar de tropeçar nas bicicletas Eddy Merckx, o lendário ciclista belga (sou belga).

a Mourenx69, especial para longas distâncias. Preço mínimo 2600 euros, até aos 4000 dependendo dos componentes. As bicicletas são criadas pelo próprio Eddy Merckx que está vivo e bem vivo.
merckx2

treino cancelado

Pensei em ir para Monsanto, mas o meu mau estado gástrico não aconselhava treinos tão distantes de casa. Queria fazer 16km aqui pela zona, pela Belavista que tem umas subidas interessantes. Acordo às 6:00, equipo-me e pronto, começam as caimbras no estômago. Cancelei o treino e ainda bem, se tivesse saído tinha-me dado muito mal. Vou sair cedo de bicicleta e dar a volta junto ao rio, levo a gopro para filmar.
Não estou muito preocupado com esta pausa forçada porque aconteceu fora do pico dos treinos e conto sábado estar bom para 30km com o máximo desnível que conseguir. Também não é algo relacionado com corrida. São coisas que a contecem e pelo menos o meu tornozelo e joelho têm mais um pouco de recuperação. Isto podia ter-me acontecido em cima da prova e teria sido desastroso. Ah, e estes distúrbios, esta falta de apetite, desde que me hidrate bem e que na semana antes possa fazer um carb loading, até estão a contribuir para perder peso antes da prova. Always look on the bright side.

Transvulcania race plan e equipamento

Apóis a leitura do máximo de bons relatos que encontrei, já delineei o meu plano de corrida e equipamento.

1- Vou sem bastões. Vou correr esta prova numa atitude competitiva e apesar de subidas difíceis, a prova não tem um perfil de rampas extremo nem uma distância em que arrisque um colapso catastrófico se gerir as coisas com calma. A primeira subida seria a principal razão para os levar, mas o caos na partida e a “fila indiana” inicial demoveram-me. Iriam causar-me mais irritação do que ajuda, pois vou ter de estar constantemente a ultrapassar corredores e a evitar bastonadas.

2- Levo duas garrafas de plástico de 500ml, cada uma com uma dose de 4 horas de Perpetuem, uma delas misturada na partida e a outra só com o pó, para misturar quando forem 10-11 horas num abastecimento. No total levo 8 horas de perpetuem e levo levar gel para 5 horas, com sabores diferentes, para variar. Sei que com calor muito forte os problemas gástricos são mais prováveis e não é fácil beber o perpetuem quente, pelo que a partir das 8-9 horas, na parte final da prova, vai saber-me bem variar.

3- Levo 2 soft flasks de 500ml com água pura, um cheio na partida, o outro vazio. Se for necessário encho o 2º mais à frente, mantendo um na bolsa de trás e substituindo quando o outro ficar vazio. Na outra bolsa frontal fica a garrafa de perpetuem para beber de 20 em 20 minutos no mínimo. Ou seja: reduzir peso e evitar ter de tirar a mochila para encher o camelback.

4-Levo benuron, voltaren, imodium, faktu, pacote de lenços de papel, pensos rápidos (4) para pontos de fricção que apareçam

5- boné, vai saber muito bem com o sol ter o conforto adicional. Não levo buff para o frontal, é só 1 ou 2 horas no escuro.

6- cápsulas de electrólitos endurolite extreme, umas 20. Preciso de uma caixa estanque para isto, ainda não encontrei a ideal. Tomo 1 por hora por princípio, depois subo para 2 por hora no calor.