meia da ponte?

ponte

Nunca a fiz e talvez nunca a faça. Vejo-a agora como uma espécie de piquenicão da corrida. Nada tenho contra isso, mas para mim não serve, é como comparar jogos da selecção nacional com jogos do Benfica. Eu gostaria de a fazer se a organização garantisse alguma espécie de controlo de portas de saída eficaz para quem de facto vai lá para correr e não para a festarola. A quantidade de gente que vai lá para ANDAR e que se coloca próximo da partida, muitas vezes em grupo, de braço dado, ou pára para tirar fotos, causando o caos completo, dissuade-me. Poderia ponderar corrê-la com a minha filha no carrinho, mas manobrar por entre a multidão estagnada com o carrinho parece-me um pesadelo. O problema para mim é a falta de civismo destes grandes eventos. Mesmo em provas de 10k com a Corrida do Tejo que têm portas para vários tempos alvo, as pessoas aldrabam, metem-se mais para a frente. É absurdo, o que conta é o tempo de chip mas esta gente não percebe esse princípio nem respeita os muitos atletas que se tentam superar, qualquer que seja o nível.

Aproveito para desejar boa sorte à minha amiga I. que vai amanhã fazer a sua estreia na meia maratona. Fui eu que a apresentei à corrida e insisti para começasse, há apenas 4 meses. Insisti que começasse logo a sério, com relógio gps, plano de treino e uma corrida alvo. Hesitámos entre uma de 10k (a corrida do Atlântico) e esta. Depois de testes, ficou claro que poderia aguentar um plano para uma meia, com três treinos por semana. Teve zero lesões. O tempo alvo será sub 2h, e embora seja muito ambicioso, especialmente tendo em conta o caos da partida e dos primeiros kms, não é irreal. E em Outubro é a Maratona de Lisboa e vai conseguir. Entretanto ficou viciada e motivada com os progressos. Não perdeu 1 só kg por enquanto (era uma motivação errada como eu avisei logo), mas ao focar-se na maratona, pode ficar descansada que o problema vai passar a ser conseguir comer que chegue depois dos treinos.

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7 thoughts on “meia da ponte?

  1. Ainda só fiz esta prova uma vez mas por acaso não achei de todo que houvesse esse descontrolo. Consegui sempre correr e tive sempre espaço largo à minha volta, mesmo nos primeiros km ainda na ponte. Isto porque eles pela primeira vez o ano passado meteram partidas separadas de meia e mini, portanto não vi pessoas a empatar o trânsito. Já o contraste com a São Silvestre não podia ter sido maior, os dois/três primeiros km não consegui correr absolutamente nada, ia tentar bater o meu record e ficou logo arredado ao início essa possibilidade. Mesmo com as diferentes partidas por tempos.

    1. Fiei-me em informação de veteranos! Acredito, mas talvez tenha a ver com ritmos de prova. Eu nunca fiz, mas quem me contou é malta que corre uma meia a 4:30-4:45. A I. felizmente está “só” a apontar para sub 2h e assim talvez não sinta qualquer obstáculo. Pois, a São Silvestre é mesmo para a festa 🙂 Eu na do Tejo já não me meto. Uma boa para bater PR é a do ISCTE, muito espaço livre (av da república, campo grande) e relativamente plana.

  2. A turba pode ser realmente um problema se chegares em cima da hora na expectativa começar logo a correr. De resto faz-se bem e vale pelo evento. Eu gosto de ir pela possibilidade de correr com a Elite Mundial. É quase como ir jogar à Champions LOL!! Amanhã eu vou para ganhar ao Mo… 😉

  3. Estou de acordo, mas só parcialmente 🙂 Corri esta prova várias vezes, de há dois anos para cá decidi deixar de a fazer e acabei por fazê-la este ano graças a uma oferta e em registo treino

    Posso dizer que a organização evoluiu em certos aspectos, recusando-se no entanto a evoluir noutros.

    – O acesso é tramado, por causa do efeito de estrangulamento de vias até ao tabuleiro. No entanto, nos últimos anos, eles têm vindo a facilitar o acesso a quem corre a meia, deixando-os partir à frente de quem corre a mini. Ainda há algum ‘entulho’, tens que fazer algum zig-zag, mas já consegues correr desde a linha de partida.

    – A hora de partida é estúpida – 10h30m, tendo quase sempre calor à mistura implica que o corredor médio acaba a meia por volta das 12h30m, com a caloraça a apertar sempre na Avenida da Índia. Como costumo fazer os 20kms Cascais, prova que recomendo vivamente a quem queira rolar a bom ritmo sem grande confusão, noto imenso a diferença de temperatura de Fevereiro para Março. A partida devia ser para aí às 9h30m, mas dado o gigantismo e a limitação de acessos, não me cheira que mudem a cena. (ao menos na Maratona de Lisboa compreenderam e anteciparam a partida o ano passado, depois de há dois anos terem submetido o pessoal à tortura do calor.

    – Não gosto do trajecto que implica ir ao Dafundo, passando pela meta 7/8kms antes de a poder cortar. Animicamente, esticar o percurso até Santa Apolónia iria limitar esse efeito.

    No entanto acho que é daquelas provas que, mesmo que já tenhas passado o patamar de ver uma meia como um desafio para além de melhorar marcas, vale a pena fazer pelo menos uma vez. Mais do ponto de vista do simbolismo que, pessoalmente, nunca foi a prova em que sacasse melhores marcas.

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