destruído

Não me lembro de ter estado neste estado. Não consigo descer escadas e mal consigo subir. De modo que descer com a minha filha às costas, é complexo. Chuva torrencial, ela no carrinho de corrida, bem protegida. A caminho da creche debaixo da borrasca. Demorei 50 minutos a ir e vir a pé. Para o metro apanho os elevadores. Massajo as coxas com gel anti-inflamatório e digo palavrões. Dói-me os abdominais, os braços, os gémeos, as coxas. Tenho duas bolhas no pé direito, um entorse no esquerdo, mas agora tenho o pé numa meia elástica. O joelho dorido, a acusar qualquer esforço extra. Sinto os gânglio linfáticos inchados das inflamações e o sistema imunitário a zero. Tenho os pés ensopados, gelados. Cada deslocação metro-trabalho ou metro-casa é como a continuação da maratona de domingo. Mais um passo, mais um degrau. Já sabia que 48h depois costuma ser o pico. Este está a ser épico.

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