carrinho de bebé e criança para correr

Acabei por encomendar o Bob Ironman Baby Stroller pela net num seller americano no e-bay, é o carrinho da direita, no total de 530 euros com portes e o extra da capa de chuva. Como nenhuma marca me dá coisas para fazer publicidade, também deixo ali a referência a outro modelo de outra marca, a Babby Jogger.
Jogging-Strollers

Vi muitas reviews especializadas, videos e discussões em fórums antes de me decidir. Não foi fácil, a escolha é mesmo muita. Estive quase para encomendar o luxuoso Sub 4 da Phil & Teds que custa quase o dobro (perto dos 900 euros).
phil

Não o fiz por um motivo muito importante: o limite de peso muito baixo, creio que pouco mais de 13kg, algo que a minha filha já praticamente ultrapassou. O Bob Ironman dá para muito mais peso: 32kg! Portanto, nem se discute. Além disso sigo um atleta no Strava, um australiano chamado Steven Wright que faz centenas de km por semana (já o vi no top mundial do strava) e uma imensidão de runs chamados ‘Pushing Kahlia in Marmite’. Kahlia é a neta dele e faz questão de a levar a passear pela gold coast em treinos que muitas vezes envolvem aquele mato australiano. E usa este carrinho.

O problema principal para mim é que os mercados são sobretudo direccionados a um mainstream de mães que querem recuperar a forma com uns jogs. Nos EUA há muitas stay at home mom’s e este tipo de produto tende a ter marketing direccionado para elas. 90% dos carrinhos de “corrida” que vi eram na verdade carrinhos normais com algumas alterações.

O que caracteriza este tipo de carros mais sérios é

1- três rodas pneumáticas e de dimensão grande, para rolamento suave e sem atrito

2- a roda da frente é fixa, ou seja, o carrinho não dá muito jeito para usar em supermercados e só vira bem quando está a andar depressa, em lento é preciso levantar a roda da frente e girá-lo. Há versões mais polivalente que têm um lock, mas nunca é tão seguro quanto um mecanismo fixo (não queremos que a roda da frente dê uma guinada num pace de 5:00 só porque deu um toque numa pedra).

3- Tem travões que podem ser accionados com uma mão, o que liberta a outra para o movimento natural de correr (faz toda a diferença, já corri uma vez com o meu carrinho é 100% diferente correr com uma mão a empurrar ou com as duas!) No caso do phil and ted’s os travões são de disco e isso pode ser bom para Lisboa e para quem quer treinar desnível, quero ver como são os do Bob Ironman, se forem fraquinhos só dá para beira rio e nas descidas é preciso ir devagar.

4- Têm supensão. Em termos de segurança têm também arnés de ligação a 5 pontos. O punho fica preso a uma espécie de trela curta, isto para o caso de se largar por acidente o carrinho.

5- As barras de empurrar costumam permitir uma passada larga mesmo a grande velocidade e são ajustáveis.

6- são leves, mas são volumosos para terem estabilidade e resistência.

Tive em consideração várias variáveis. A primeira prende-se com a impossibilidade de ter planos de treinos estáveis para ultras se tenho dias e fins de semana regulares em que dependo de logísticas complexas para tomarem conta da minha filha enquanto corro. Pensei em ginásios. Pensei em passadeiras de interior. Pensei em baby sitters. Mas depois investiguei esta solução e fez-se luz. É exactamente isto. Posso partilhar os meus treinos com a minha filha, tenho a certeza que ela vai adorar passear por Lisboa e outros locais, ela adora andar no carrinho e ver o mundo de bicicleta. Todas as outras opções tinham demasiados pontos negativos e a nível de custo eram largamente superiores. A propósito, a passadeira de interior ficou de parte. Não que eu duvidasse que no meu nível não tivesse paciência e drive para aguentar horas em passadeira e cumprir um plano. Mas porque as boas para os meus objectivos ( falamos de correr 4-5 horas consecutivas em certos dias ou 3 horas a 4:50 etc.) custam para cima de 1500 euros! E nada me livra do barulho enorme que fazem, o que impossibilita que as usasse num prédio como o meu e a horas sempre estranhas (madrugada, cedo).

Só preciso de investigar circuitos que tenham algum desnível e que tenham piso suave e que não tenham carros. Vou estudar Monsanto nesse sentido, tem (que eu sei) troços em que é possível fazer loops com desnível grande sem risco. E vou para lá com a miúda, ó se vou. Vamos treinar juntos, o empurrar o peso dela e do carrinho (uns 25kg no total) também darão um extra de rendimento quando correr sem o peso . E quanto a correr com carrinho, este video do ‘Two-Time Track and Field Olympian Anthony Famiglietti’ desfez-me as dúvidas sobre se é possível correr depressa com um bicho destes.

Assim

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