UTAT pelo UTAX e Transvulcânia

O Transvulcania em Maio será a minha grande experiência de ultras internacional. A distância e o perfil da prova não são muito diferentes do RDUT (70 e tal km e 4000 e pouco de desnível+ e não 6500 como pensei) embora em termos de clima e terreno será mais agreste (temperaturas acima de 30º são normais). O objectivo será ser mais competitivo. Enquanto que no RDUT fui muito à defesa, sendo completamente desconhecida para mim a reacção a + 42km, ainda por cima em montanha, nesta planeio ir num ritmo superior e treinar para isso, fazendo long runs mais rápidos, correr em mais subidas, incluir velocidade, rampas e tentar incluir o máximo de desnível. A confiança não tem nada a ver. No RDUT estava sempre à espera de desfalecer ou falhar o tempo limite e só nos últimos 20km me convenci que não me escapava ser finisher e que ia cumprir o objectivo de 16h. Entretanto, não serei o mesmo corredor, para além deste aspecto de já ter feito uma prova de números semelhantes.

Depois de um ciclo de maratona de estrada onde consegui um pace de 5:00 por 42km planos, ainda terei 4 meses e pouco de preparação com a ajuda do José Carlos Santos. Consigo estar nos top 30% de maratonas de estrada internacionais que não exijam tempos de entrada, mas nas ultras de trail isso é bastante mais difícil. Isto porque o “field” é bem mais competitivo nas ultras (no RDUT fiquei nos últimos 15%). No Transvulcânia vamos ver. É uma prova que atrai dos melhores atletas do mundo, a minha esperança é que atraia também muitos ‘turistas’ do trail running.

Sendo que me inscrevi no Transvulcânia, o que não contava, talvez me inscreva antes nos 109km +6000m do UTAX em Outubro (Castanheira de Pêra) para conhecer as aldeias do xisto, em vez do UTAT (atlas toubkal em marrocos). Os números das provas são próximos, embora as características sejam muito diferentes. Isto para limitar as provas internacionais a apenas uma e porque gostava de conhecer mais zonas deste nosso fantástico país.  O Alto-Douro – Marão foi uma surpresa enorme, não que tivesse expectativas más, mas foram superadas, mesmo a nível cultural, gastronómico, turístico… E depois há outra questão importante: o orçamento, a logística, a facilidade de participação, os dias que são necessários para cumprir o evento etc.

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