e depois há dias assim

Aquecimento 10′ + 4x(8’hard +1’30”rest) + cooldown, treino muito duro. Fui em jejum (uma banana conta?) e deitei-me tarde. Dia de nevoeiro, chuva miúdinha. Não me estava a sentir nada bem e reflectiu-se.
treino

As últimas duas séries já casa dos 4:30’s e uma sensação de exaustão muito grande. Tenho de me convencer que isto resulta de flutuações normais de cansaço, condições anímicas, físicas, energéticas… O teste do fim de semana deixou-me esperançado, por ter feito 4:55′ na hora ao marathon pace depois de 90′ fáceis. Mas é muito no limite e a verdade é que o coração foi para zonas a evitar para 3 horas e meia. A confiança hoje saiu um pouco abalada. Felizmente já comecei a redução de intensidade e só regreço Sábado para um fácil de 40 minutos e domingo para um 60′ fáceis + 60 marathon pace. Daqui até 7 de Dezembro é sempre a correr menos, o que se deverá reflectir num cansaço menor e testes mais próximos do que vai ser o meu estado no dia da maratona. Custa-me acreditar que só faltam dois long runs até à maratona, mas estou contente. Por um lado, este treino todo de velocidade transformou-me corredor mais rápido, algo que o trail, especialmente o treino de ultras, não fazem. O meu lactic treshold melhorou nitidamente. Aguento paces mais rápidos, mais tempo. O meu fácil aeróbico desceu de 6:00 para 5:30, o que vai ter grande impacto nos treinos para trail. E treinos como estes de séries de 8 minutos são os mais indicados para melhorar o V02Max (a capacidade do corpo utilizar oxigénio).

Ser mais rápido e aguentar ritmos mais altos, era esse o meu principal objectivo e esse, independentemente do resultado em Málaga, está cumprido. Não é por 5 minutos a mais ou menos em Málaga que sou um corredor diferente. E estou contente por estar quase a acabar porque quero descansar da corrida depois de Málaga para recomeçar no trail em força, com este novo motor que tem de me ajudar nas subidas… o meu objectivo é em treinos mais curtos (ex: Monsanto) ter oscilações de intensidade mais altas, carregando nas subidas e recuperando no plano e descida, em detrimento de um esforço constante que se conseguia por abrandar. Treinar desnível é mesmo grande prioridade e mal posso esperar para ir para o meu “ginásio” dos meus loops extremos de Monsanto e Sintra.

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