O dia em que Lisboa parou

Depois da minha rotina da semana passada ter sido desfeita, nomeadamente a corrida e o meu commute diário de bicicleta (por ter de ir de fato) não quis deixar que isso voltasse a ter impacto e meti na cabeça que fosse qual fosse o contexto, iria usar a bicicleta. Voltei a usar duas malas na Birdy e a levar lá uma muda de roupa, saindo de casa equipado com roupa desportiva e um impermeável. Hoje apanhei duas molhas, mas a da final da tarde foi épica! ÉPICA! Chovia monção-style na baixa. Hesitei antes de sair da garagem e quando saí fiquei ensopado em segundos. Fui aplaudido por várias pessoas que estavam abrigadas, em tom de gozo e até ouvi assobios, buzinadelas… a chuva era tropical! O dilúvio era de tal ordem, os riachos formavam-se, na baixa a água já estava tão alta que tinha de ir pelo passeio, na almirante reis tive de ir à esquerda dos carris da faixa da direita porque na berma corria um “rápido”… Foi inacreditável e a juntar a isto um vento ciclónico que fazia as gotas de água voarem na horizontal. Lisboa estava parada, filas de trânsito intermináveis e eu sentia-me num sonho, a voar por entre os carros, as luzes vermelhas de stop a deslizarem por mim… deu-me para rir e às tantas dei por mim mesmo a rir e a gritar uuuhuuuu! muito contente com tudo aquilo, o caos, as sirenes, as pessoas a correr com chapéus de chuva desfeitos… é como se fosse um parque de diversões.

Não estava frio. Água é água! É só água. Foi divertido. Já sofri mais com um ar condicionado no escritório e uma colega na menopausa.

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