o vício da corrida é infantil

Não tenho dúvidas que parte do encanto surpreendente e inesperado da corrida (tanta gente que, como eu, nunca achou possível ficar viciada) se prende com uma sensação que já não se sentia desde crianças. Observemos as crianças a brincar: passam a vida correr de um lado para o outro para NADA! A minha filha está prestes a conseguir andar, tem 13 meses. Os bebés quase todos regridem nesta fase, de tão obcecados que ficam com andar que choram quando são deitados para muda de fralda (não podem andar), quando lhes vestimos roupas (se taparmos os olhos com uma camisola, não podem andar) etc. etc. Até durante a noite acordam e, meio sonâmbulos, exercitam o andar. Depois vem o correr. Não é pois natural que tanto “trintão” que passa a vida em escritórios, em frente a computadores, sem se mexer, queira recuperar esse fascínio primordial pela mera locomoção livre e enérgica? Não é uma possível explicação para que a maior parte dos ultra maratatonistas por exemplo, sejam pessoas com formação superior e empregos de “escritório”?

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