Douro Ultra Trail

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Hemorróidas. Uma pessoa prepara-se durante meses, treina 5x por semana, com a ajuda de um grande treinador, elabora um plano de nutrição e electrólitos, planeia a estratégia, estima ritmos, apetrecha-se com equipamento top e aos 10 quilómetros está em último lugar porque teve de ir cagar atrás de uma vinha e dali para a frente o sal do suor vai tratar do resto, amplificando um desconforto banal até este se transformar num suplício em brasa. Assim é nas ultras, uma pequena bolha no dedo grande do pé aos 10km transforma-se numa ferida de carne viva aos 70km, uma correia mal ajustada numa mochila pode significar a amputação de um braço num posto médico para poder prosseguir a prova… A situação de ir para o meio da vinha é em si desmoralizante para um atleta de Lisboa que está hospedado do Aquapura Douro Valley. Num momento estamos no spa no quarto com vista para o arvoredo do Douro, no momento a seguir numa situação daquelas tão pouco edificante. E de onde estava podia ouvir os muitos atletas que vinham atrás de mim a passar-me, o que ainda me humilhava mais. Trouxe vaselina para untar pontos que pudessem criar bolhas, especialmente nos pés ou virilhas. Não vou entrar em detalhes sobre onde tive de usar a vaselina repetidamente ao longo de muitas horas até o tubinho se ter esgotado a 20km da meta. E dos atrasos que isso implicava, uma vez que tinha de encontrar lugares privativos e adequados a uma pessoa hospedada no Aquapura, mesmo que fosse no topo do marão, sem vegetação e tivesse de fingir que me tinha enganado no caminho para ir para trás de uma rocha. E de como a dor é um conceito relativo. Por exemplo, esta dor sobrepunha-se a dor nas pernas e pés, pelo que de certa forma isto me animou.

Voltando ao momento em que percebi que era o último… foi uma pista do bombeiro a guardar o caminho. O bombeiro viu-me a chegar e disse para o walkie talkie “está a passar o último, já posso ir embora?” Subtil. Nunca me aconteceu estar em último em prova nenhuma da minha vida. Há sempre aquelas três amigas que vão na chocarrice e conversa, o obeso a arrastar-se, o tipo do ginásio hipermusculado que ao km 14 de uma meia maratona descobre que se calhar aquela quantidade de músculos não serve propriamente para nada naquele contexto, o outro que torce um pé… E já sei, todos dizem “o importante é terminar”. Eu não consigo pensar assim. Tenho um imenso fairplay, e não me move de todo (pelo contrário) um desejo de derrotar adversários. Vejo-os como companheiros e a minha classificação (fiquei em 75º em 99 concorrentes) como medidas relativas da minha capacidade face ao que é mau, médio, bom, muito bom. Assim, se há um Rui Luz que termina a prova em menos de 8 horas (!) há outro que termina em 21h e tudo somado podemos ter uma ideia de onde nos encontramos. Das 5 da manhã até às 6:00 deu-me tempo para os avaliar, os colegas corredores. Topa-se facilmente quem corre a sério e pelas minhas contas, ali corriam todos a sério, só um louco se iria inscrever em 80k sem experiência. Pelas minhas conversas com corredores, ali o louco era precisamente eu. Todos – aqueles com que falei – tinham experiência de trail e ultras de 50, 60, 70km. Ao contrário de qualquer outra grelha de partida antes desta prova, até da Maratona de Madrid, eu ali estava longe de me sentir eufórico. Estava só nervoso e apreensívo (o que contribuiu, apesar do imodium, para o distúrbio que me afectou mais tarde). Quando partimos, ao som de música épica e filmados por um drone, por uma Régua adormecida, ainda bem de noite, eu acho que estava a tremer de apreensão. Nos dias antes passeei pela região e ela chocou-me pela inclinação das montanhas e escarpas…

RDUT MAPA GERAL

É impossível ter noção disso na TV ou em fotografias, naquelas reportagens das vindimas. Isto é a pique por todo lado. Para ir a um simples miradouro a 300-400 metros (pouca coisa aqui) o carro costuma ir em 1ª por uma estrada aos s’s. Imagine-se 1500 metros no ponto mais alto, acedidos por uma rampa com 30% de inclinação. Seria preciso um iMax 3D para ter um vislumbre dos declives vertiginosos desta zona do Douro e Marão. Por isso quando o bombeiro me disse aquilo de estar em último, eu tive um momento em que pensei que me tinha metido numa alhada. Claro que o objectivo era terminar a prova, mas o facto de estar em último pode ser indicador de algo está muito errado e que eu não pertencia ali. Mas depois lembrei-me que antes do escatológico percalço eu estava bem e à frente de vários atletas… Então comecei a correr. Eu treinei, 5x por semana, meses a fio, lembrei-me disso. Passado algum tempo avistei dois atletas, os “últimos”, assim pensavam eles porque não me tinham visto… Corremos juntos os 3 durante algum tempo, mas confesso que os senti em esforço enquanto que eu estava supimpa.

A primeira diferença relevante foram os abastecimentos. Eu levava combustível para ser praticamente autosuficiente e foi com imensa alegria que vi uns 5 ou 6 atletas acampados logo no primeiro ponto, em Rede, antes dos 10km, a comer o farnel. Significava civilização de novo. Estava entrar no pelotão dos amadores do meu nível, não ia ficar sozinho para trás. Então começou a longa subida, em Mesão Frio, mais de 15 km com uma enormidade de acumulado vertical. E começou a minha recuperação de posições. Quilómero após quilómetro, fui ganhando posições até encontrar o grupo de atletas “do meu nível”. A partir do quilómetro 60, tendo em conta o reduzido número de participantes e como ficam dispersos num percurso de 80km, exceptuando desistências, as posições estavam fechadas. Eu não conseguia apanhar os da frente, mas os atrás de mim dificilmente me apanhariam. Restava-me terminar.

Mas antes disto, é preciso construir uma narrativa, na medida do possível. Até que ponto a amnésia me afectou? Estava consciente? Tudo se funde como num sonho. Imaginem 16 horas repletas das coisas mais intensas que a existência pode fornecer. Cada muro, cada vinha, cada fonte, cada passo, uma pegada, pó a acumular nas sapatilhas,uma flor rôxa, uma águia, uma escarpa íngreme, o sorriso de um companheiro de prova a comprovar a loucura daquela montanha, os bombeiros na moto 4 a observar, as nuvens com formas brancas saltitantes no azul do céu, a água com sabor a electrólitos, a água pura, a isotónico, a perpetuem, azia, a coca cola gelada, a água gelada de uma fonte na montanha, uma floresta escura, uma pedra na sapatilha, parar, descalçar, o ritmo dos bastões nas subida, tac tac tac tac, a música nos headphones em momentos críticos, o final, meu Deus, a noite a cair, os morcegos, os grilos, a luz projectada em muros centenários que, como labirintos misteriosos, dividem lotes de vinhas, Régua ao longe a brilhar na margem do Douro e nós, eu e um companheiro, a descer na escuridão, luz apontada ao chão, passo a passo, a correr.
No alto da Senhora da Serra, a 1500 metros, lembrei-me de um ensinamento de Scott Jurek, um enorme ultra maratonista, que diz que a qualidade principal dele é a adaptabilidade às condições. Lembrei-me dele quando nesse abastecimento crítico não havia água. Eu tinha o tanque a seco. Não tinha mais perpetuem para consumir. Eu e mais 8 ou 9 atletas. A organização disse que vinha água a caminho. Tinha duas opções, parar ali e esperar ou… seguir. Bebi coca-cola, enchi de isotónico desconhecido e parti, teria de rolar 10km até uma fonte com água, assinalada no mapa. Foi uma boa decisão. Não por ter ganho posições nesse momento, mas porque ter ficado à espera ter-me-ia causado um distúrbio grande e na verdade correu muito bem. A descida não era técnica e fez-se bem, apesar de intensa sede que sentia.
Morri duas vezes, a principall foi entre o quilómetro 50 e 60. Antes do abastecimento em Fontes, ao quilómetro 56, a meio da pior subida de todas, porque inesperada. Econtrei um companheiro prostrado numa vinha. Perguntei-lhe se estava bem, disse-me que sim, para seguir. Pelo gps pensei que o abastecimento estivesse a apenas 500 metros, disse-lhe para se levantar, os dois chegávamos lá. Ele hesitou, mas percebeu que ficasse estendido ali na vinha, com a noite a cair, ia passar um mau bocado. Então subimos os dois, lentamente. Eu não estava a fazer favor nenhum para ir mais devagar. Estava estoirado. Apareceu um bombeiro numa moto 4 a perguntar pelo atleta “caído no chão”. Ele fez sinal, deram-lhe boleia e lá foi ele encosta acima. Agradeceu-me e eu desejei-lhe boa sorte. Fiquei sozinho na encosta. Não consigo transmitir o efeito psicológico que isto teve. A rampa era íngreme e interminável. No abastecimento sabia que a A. estava à minha espera e finalmente chgo ao topo. Vejo a A.sentadinha numa cadeira, ao lado de dois miúdos traquinas. Veio a correr comigo até ao posto de bombeiros onde ela tinha já estado 2 horas à minha espera. No posto troquei de roupa (era o ponto do drop bag). O meu cérebro não funcionava. Falavam comigo e eu não entendia o que me diziam. Deram-me esparguete, acho que pedi esparguete. Não queria esparguete. Preocupados, disseram-me que tinha de comer algo. Eu tentei explicar que levava o meu combustível, perpetuem. Bebi coca-colas. Provei um pouco de esparguete, senti o estômago às voltas. Levantei-me, fiz as minhas misturas, falavam comigo, eu tentava responder, mas não sabia o que dizer. Mais tarde na meta encontrei 3 pessoas que estiveram nesse posto e não me recordo propriamente de nenhuma delas em concreto, apenas uma imagem vaga. Elas dizem que falaram comigo. Esse foi, portanto, um ponto especial. A questão é que já ia em 55km, não ia desistir. E parti, com o sol a por-se.
Aqui veio um grande calvário. As minhas pernas não reagiam nas descidas. Conseguia correr em plano e ligeiramente descendente, mas assim que subia, paf, shut down. Enganei-me no caminho e fiz 200 metros inúteis que me deixaram desesperado e raivoso. Não conseguia ver a paisagem, estava focado nos meus pés, nos bastões, nos detalhes.

Comecei a marcar passo. Curiosamente, aquele meu problema grave inicial foi desaparecendo, apenas pelo poder das endorfinas. Estava terrivelmente dopado. Não alucinei, mas ao mesmo tempo senti-me num sítio diferente. Numa hiper realidade, como se tudo fizesse sentido e encaixasse. Observava, fascinado, o cabo de cortiça de um dos meus bastões. Ou a perfeição das vinhas do douro. E fui apanhado por um atleta, o Ricardo, um brasileiro de São Paulo. Foi a minha salvação, em certa medida. Ele estava estoirado também. No início, quase não falámos, só por monossílabos. Vamos correr aqui? Vamos. E corríamos uns 500 metros até à próxima rampa. Mais tarde percebi que ele não falava muito porque não percebia puto do que os portugueses lhe diziam. Começámos na conversa e os dois acabámos por formar uma dupla do cacete. Viríamos a passar a meta juntos, muitos quilómetros depois. Eu não fiz esforço extra para o acompanhar, nem travei de propósito. O meu ritmo era aquele o dele também, mas a verdade é que eu puxei por ele nas descidas (tinha os quadrícepes menos estoirados) e ele puxou por mim no plano a correr, com ritmos um pouco absurdos para quem já correu 70km. Fomos falando de coisas, de filhos, da paisagem, do brasil, de portugal, de maratonas, de provas, tudo muito intervalado por longos períodos de silêncio total, já com a noite caída. Nos abastecimentos éramos brindados pela simpatia ímpar dos voluntários, dos habitantes destas terras, Soutelo, Fontes, Medrões…

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Umas palavras agora para esta região. Isto é absurdamente bonito. As vinhas de socalcos, correr por muros de pedra, por labirintos ancestrais, o aproveitar máximo do terreno difícl, misturado com uma natureza dura e imponente que emerge nas altitudes maiores, cobertas de neve no inverno, as florestas escuras, húmidas, os vales profundos com nascentes de montanhas, os rios de água cristalina… e os habitantes. A simpatia das gentes desta terra, muitos deles bastante intrigados pelos “malucos” que de vez em quando passavam a correr pelas suas aldeias e vilas… Fui acompanhado por crianças de bicicleta que me explicavam o caminho. Dois senhores de idade fizeram-me sinal para vir beber vinho com eles, quando lhes disse que não tinha tempo (na verdade, o vinho iria cair-me muito mal, já ia com distúrbios gástricos) encolheram os ombros e desejaram-me sorte. Nos abastecimentos, onde havia voluntários, sentia-se um prazer em acolher os forasteiros. As mesas cheias de produtos regionais com óptimo aspecto, mas que o meu estômago não iria tolerar naquelas circunstâncias. Fomos mimados e senti o tempo todo que estava na casa de pessoas, que era um convidado, por vezes de forma literal visto que o percurso passava por acessos e pátios que dão serventia a vinhas e hortas e que bebia de fontes que estavam nos seus terrenos. Uma prova interessante não é só distância e terreno, altimetria… arranjar 42km ou 21km de asfalto liso e chamar-lhe uma maratona parece fácil. Também é fácil chegar a uma zona com relevos geográficos e marcar uns quantos km’s e chamar-lhe um trail. Já fui a alguns trails assim, provas sem grande carisma, que em poucos momentos nos dão a sensação de que do outro lado nos prepararam algo especial que não um empeno monumental à custa de um sadismo no percurso. Não é o caso deste Douro Ultra Trail. Li num comentário elogioso que a prova tinha demasiado asfalto. Bom, a proporção de asfalto será certamente baixa (10%?) mas em contrapartida corremos pelas localidades da região. Para mim isso compensa, torna a prova interessante, não é 100% campo sem referências. Vemos povoações erguidas em pontos incríveis e ligamos pontos num mapa, vemos pessoas e elas podem ver-nos tamém.

As amizades que se fazem aqui nestas provas são muito especiais. Acontece deste modo: estamos a correr a um determinado ritmo. E há outro atleta que está a correr ao mesmo ritmo. Então vai-se lado a lado. Por vezes a parceria desfaz-se passado pouco tempo, um está melhor do que o outro e ninguém quer atrasar ninguém. Antes do Ricardo, fui bastante tempo ao lado de um rapaz de 40 anos aí pelo km 20. Ele disse que a minha cara não era estranha. Às tantas, descobrimos de onde nos conhecíamos. Fiz um treino em Sintra em pleno dia do Trail do Monte da Lua, por acaso. O meu percurso cruzava com o percurso do Monte da Lua por vezes e tudo indicava que eu era um corredor do mesmo. A certa altura saí desse percurso para seguir o meu caminho e há um participante que me avisa “não é por aí!” e eu expliquei “estou só a treinar, não estou a participar!” e ele riu-se e cada um seguiu caminho. Era ele, ele lembrava-se de me ter avisado e eu desta situação. Coincidências que num contexto de ultramaratona são ainda mais curiosas. Conversar ajuda a passar o tempo e os quilómetros. Separamo-nos eventualmente, eu estava a sentir-me melhor. No marão ainda o vi muito longe, lá atrás e pensei que não iria terminar. Erro. Estava a comer a minha sopa quando pelas 23 e pouco, o vi passar na rua, eufórico, a caminho da meta, sozinho. Acho que as ultras devem ser dos únicos desportos em que os últimos devem ser mais admirados que os primeiros. Sim, um atleta (o grande Rui Luz) terminou em 7 ou 8 horas. Alguém que termina em 19-20h… fez algo mais épico? Em minha opinião sim. Não retirando mérito, como é lógico, ao vencedor, e a todo o seu intenso trabalho para chegar ali, mas por certo não passou pela sensação que eu passei ao estar em último ou que esse atleta passou ao chegar com as pessoas já a arrumar as cadeiras, na meta. O Scott Jurek diz que os mais lentos são os mais corajosos e eu concordo 100% com ele. Não se compara o que é uma epopeia destas para um atleta mediano, exige uma transcendÊncia que começa logo na paciência para aturar +16h de esforço. E nos corajosos também incluo os que desistem da prova por problemas, como vi vários casos. É preciso uma enorme coragem para assumir um problema incontornável, como um distúrbio gástrico grave, uma bolha assassina num pé, uma lesão. Há nesta comunidade um enorme respeito por quem toma essa decisão, a começar por sabermos muito bem que amanhã nos calha a nós.

Voltando à minha prova, sinto que poderia encher 20 páginas com situações.Resumindo, passei a meta e fiquei eufórico por conseguir 16 horas. Sei que sem aquele arreliante problema teria conseguido 15h, mas tudo bem. O meu objectivo eram 17h. O meu best case scenario eram 16h. Nunca esperei que a poucos kms da meta ainda corresse como se estivesse na partida de uma prova. Aprendi imenso sobre mim, sobre nós. Acredito profundamente que muita gente conseguia fazer isto, mesmo, bastava querer.

Acrescentar apenas um agradecimento ao José Carlos Santos do Run Advisor que me treinou nos últimos 2 meses. Sem essa motivação extra e um plano à medida e dinâmico, não teria sido uma experiência tão boa. Contarei com ele para a minha próxima ultra e recomendo-o a atletas de qualquer nível que queiram tirar mais partido do trail.

 

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15 thoughts on “Douro Ultra Trail

  1. Nem tenho palavras, muitos parabéns, não és grande, és gigante! E muito obrigada pelo relato. Se isto não deixa o bichinho do trail a muita gente, não sei o que deixará. Ainda bem que há malucos que ousam acreditar que é possível fazer uma prova destas 🙂

  2. Ena pá, muitos muitos parabéns! Isto foi uma odisseia única, os treinos sofridos, toda a preparação, a prova incrível… Nem consigo imaginar a mistura de sentimentos ao cruzar a meta! Grande inspiração.

    1. Obrigado e sim, foi uma odisseia mesmo única da qual os treinos fizeram parte 🙂 Acho mesmo que sem os treinos a experiência não teria sido assim. A verdade é que foi boa, não me senti nunca num calvário a contar os quilómetros que faltavam de forma obsessiva e fiz isso em treinos… acho que me custaram menos a passar estas 16 horas do que alguns treinos lentos de 1 hora de recuperação…

  3. Espetacular, muito boa a tua crónica! Excelente! Toda a gente que está a pensar em fazer trail devia ler isto, parabéns! Ah, também eu morri naquela subida para Fontes eheh Um abraço e força!

  4. Espantosa descrição de uma espantosa aventura, entre treinos e prova final. Depois disto, a dificuldade é resistir a preencher a ficha de inscrição no ultra-trail mais próximo! Parabéns pelo feito, 80km é Obra!

  5. Parabéns rapaz. Sabia que ia ser épico mas, salvo algum imponderável, acreditava que ias chegar ao fim fosse como fosse.
    O resto está dito por ti e da melhor maneira.

    Abraço e boa recuperação 🙂

  6. Boas camarada 🙂

    Antes de mais parabéns, és um ultra-maratonista 🙂

    Sou o rapaz dos 40 anos 🙂 Seguramente se continuares a fazer este tipo de provas vais encontrar ou conhecer outras pessoas não só com semelhantes histórias mas com quem já te cruzaste algures. A mim já me aconteceu um sem número de vezes e só ando nisto há um ano. Alguns que se vão tornar companhias noutras provas. Em relação ao DUT, como te disse, o que mais queria era chegar ao fim. Tu conseguiste o tempo de que tinhamos falado, fiz mais 1 hora (estava dentro dos planos 🙂 ). O mais importante foi chegar ao fim e felizmente sem mazelas e com os pés “impacábeis”, coisa que não me costuma acontecer. Quanto ao não terminar… pensei nisso (ainda para mais quando chegava a um posto de abastecimento e ouvia os voluntários a contabiizar as desistências), para mim faz parte de uma ultra mas o desejo de chegar ao fim impõe-se e claro a “fabulosa” massa e a simpatia dos bombeiros que me esperava no quartel dos bombeiros bem como a muda de roupa ajudou bastante. Como tu andei muitas vezes em último com o “vassoura” a meu lado. Fui o último a sair do quartel mas no fim nem sei como ganhei forças e terminei com um avanço de quase 20 em relação ao que realizou o maior dos esforço para chegar. A el e a ti os meus parabéns.

    Abraço, vemo-nos por aí 🙂

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