tempo telescópico ou relativo, digamos assim

Nestes treinos fáceis de 60 minutos é extraordinário como a percepção do tempo se torna telescópica quando me aproximo do fim do treino e já estou perto de casa. Passei pela minha porta quando faltavam só 3 minutos, aos 57 minutos. Podia parar, mas este é um dos momentos chave ou de verdade. Penso que o verdadeiro treino só começa quando temos vontade de parar. Podemos querer desistir ou porque o treino é duro demais ou porque parece que nunca mais acaba, o que era o caso. Então dei uma volta ao quarteirão, mas quando passei pela porta de novo ainda faltavam 20 segundos para os 60 minutos certos. E continuei… 10 segundos para lá, meia volta, 10 segundos para cá que pareceram durar uma eternidade. E com isto simula-se  uma amostra de ponta final de uma coisa como uma maratona. Corremos 40, só faltam 2km, psicologicamente sentimos que “já acabou”, só que não acabou. 2km é imenso. Cada 100 metros parece que demoram uma eternidade. Quando falta só 1km e se temos o azar de ver uma recta de 1000 metros até à meta, somos capazes de cair para o lado porque na nossa cabeça 1000 metros não é nada, mas em termos de espaço que falta para uma meta, pode ser uma eternidade se estivermos impacientes.

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