treino longo, bucelas

Ontem foi dia de explorar as serras da zona de Bucelas num treino longo: 32.7, 1200m de desnível (e não 1000 como depois foi corrigido pelo strava…)
bucelas

Tinha planeado fazer 38km, mas aos 30 decidi ir direito ao carro por vários motivos. Primeiro, voltei a ter hematúria logo aos 10km (já tenho médico marcado) e tive receio de não ter água suficiente. Consumi 2 litros, tinha menos de 500ml… Não quis arriscar, visto não haver pontos de abastecimento no meio da serra. Depois, apesar de começado a correr pouco depois das 6 da manhã, percebi que iria chegar a casa demasiado em cima do almoço. Eu não gosto que os meus treinos afectem a minha vida familiar, as minhas rotinas. Acordei às 5:00 para este treino, se for preciso acordarei às 4:00 para a próxima.

E por último: fome. Não era fraqueza, mas sim fome. Ao contrário de outros treinos, neste não levei comida a sério como bolachas, batatas fritas ou fruta. Só gel, para experimentar variedades. E confirma-se, fico com fome e não são as calorias compactadas do gel energético que me safam. Na ultra não vai haver problema neste particular porque há comidas diversificadas nos postos de abastecimento. Comecei a fantasiar com uma tosta mista gigante a escorrer queijo, com uma bifana cheia de alho ou com uma sopa quente cheia de massa… Acho que com uma dose destas aos 32km, teria feito mais 30km pelo menos.

Isso foi a boa notícia. Senti que não estava no limite. Talvez mais 10km (uma maratona) e iria de encontro a uma parede. Não sei. Outra coisa positiva, estou rendido às Salomon Wings XT 3. Penso que me vão mesmo ajudar na ultra.

salomonwingsxt3

De resto, sublinhar a beleza extraordinária destas serras desconhecidas e brutais, que só vemos de relance quando saímos de Lisboa e passamos pela A8, CREL ou A1, com as eólicas lá em cima. Em breve espero poder fazer a “ultra” de ir a correr de casa em Lisboa até à casa da minha mãe perto de Sobral de Monte Agraço pelos fortes das linhas de Torres. Já faltou mais. É uma questão de comida, de prever uma paragem a meio num café ou restaurante e abastecer-me a sério.

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4 thoughts on “treino longo, bucelas

  1. Fico satisfeita com a apreciação dos Salomon Wings XT 3 porque comprei uns ontem. Estava na dúvida entre estes e os Speedcross 3, por causa do peso, mas os Speedcross pareceram-me pouco duráveis. Agora falta-me o relógio (estou a pensar num A-rival mas ainda não decidi).

    1. 🙂 mas estás a começar no trail? Ainda bem que não compraste os speedcross, eu ia fazendo isso… O problema é que grande parte da oferta de sapatilhas de trail se foca em tipos de piso e clima que não os representativos de portugal e espanha a maior parte do ano… são desenhados para os alpes, para os EUA… Já fiz isso ao comprar uns north face melhores para quando há lama,chuva e frio e o piso é mole… É raro usá-los, acho que só sinto que são perfeitos em Monsanto no inverno para andar por trilhos na mata. Aqui as serras são duras. Os speedcross parecem-me bons para piso solto oumole onde é preciso tração, para condições mais específicas. Eu achei que os wings xt3 tinham amortecimento suficiente para o meu nível, mas também a tracção extra e a protecção para pisos mais técnicos. Tive pena de não poder testar uns cascadia 9 da brooks ou uns saucony peregrin que também me pareciam boas opções. Quanto ao relógio, eu vejo a coisa pelo prisma dos extremos. Para mim a única coisa que justifica um relógio mais avançado é a navegação (excepto alguns da garmin como o 220 ou 620 que permitem planos de treinos que são úteis para quem começa mas que depois começam a perder a utilidade). Quanto mais experientes, mais simples pode ser o relógio e o A-rival posiciona-se muito bem nesse domínio, embora eu não conheça bem a marca. No outro extremo estão os que têm navegação,como o Suunto Ambit 2(que uso) ou o GarminFenix. É o suunto que me permite coisas como a de sábado, ir para Bucelas, onde nunca corri, com um track gpx de 32km no relógio, sacado de outro user, e seguir o trilho por serras onde nunca estive. No meu caso faz parte do gozo esse lado da navegação, estacionar o carro e partir à aventura em caminhos que nunca fiz. De resto, só preciso de uma máquina que registe um ficheiro gpx. Muitos relógios são mais caros porque têm muitas funções mas na realidade desde que tenhas um computador podes brincar com os dados depois. Vê só a autonomia do A-Rival em modo gps. O meu garmin 610 por exemplo pode pifar ao fim de 4 horas ou pouco mais, e isso seria bastante chato numa ecomaratona de 5 horas.

      1. É verdade, só comecei a correr em trilhos há um mês mas o bicho picou com força 🙂
        Vou ter em conta as tuas indicações na escolha do relógio (tenho usado o GPS do iPhone, que não está a dar conta do recado nem em Monsanto. Já agora, sabes dizer-me se o Suunto tem problemas de compatibilidade com Mac (como acontece com o A-Rival)?

      2. Penso que é compatível. A plataforma online chama-se Movescount e a que se usa para transferir os dados do relógio para lá é uma aplicação chamada Moveslink (The Moveslink 2 is compatible with Windows XP/ Vista / 7 or Mac ver.10.6 ). Em qualquer caso pode-se exportar os dados para outras plataformas, embora não sem alguns problemas.

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