strava, garmin connect, training peaks e moves count

Dos quatro softwares que usei para arquivar, analisar e planear as corridas e voltas de bicicleta, registadas com dispositivos com gps (nada de smartphones) diria que o http://www.strava.com/ é o melhor, mesmo na versão gratuita. A principal razão é a motivação que se consegue pela forma como Strava regista e divulga os nossos achievements, recordes pessoais, recordes em segmentos / troços de estrada, pela forma como funciona como facebook de ciclistas e corredores e pelo interface muito apelativo e simples.

O Garmin Connect é bom para analisar e arquivar as corridas, pelo calendário e possibilidade de planos de treinos gratuitos, algo muito prático para quem tenha um relógio Garmin com a capacidade de registar os mesmos.

O Training Peaks é o mais caro e cometi o erro de comprar uma licença por um ano. É profissional e tem uma imensidão de outputs e dados para pesquisar. Também é muito útil para a nutrição, pois tem uma base de dados com centenas de milhares de alimentos e refeições, com toda a sua constituição de calorias e nutrientes. Utilizei essa feature durante uns meses e fiquei com uma boa ideia do peso calórico de cada refeição, comida, etc. e de qual o meu déficit calórico (ou superávit) diário, uma vez que ele estima quanto gastamos nas actividades físicas que para lá carregamos e soma-lhe o metabolismo basal. Contudo, o facto de ter sucessivos bugs quando exportava para lá os meus ficheiros gpx das corridas, fez-me deixar de o usar, pois as métricas como “os meus 5 minutos mais rápidos este mês” apareciam todas retorcidas pelos bugs. Os planos de treinos eram escandalosamente caros e nem sequer podiam ser carregados no relógio. E era tudo menos intuitivo.

O MovesCount é a plataforma da Suunto e não me consigo habituar a usá-la. Só a uso porque tenho um relógio Suunto para os trails longos, mas apesar de ter muitas métricas e permitir planear corridas longas e tudo mais, acho o site confuso, talvez por me ter habituado a filosofias mais simples como as do strava e da garmin.

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7 thoughts on “strava, garmin connect, training peaks e moves count

  1. Neste momento estou à procura da melhor app para registar os kms pedalados durante uma viagem de bicicleta de vários dias. Uso o garmin connect para corridas mas não sei se será o mais indicado. Irrita-me particularmente o facto de ser uma má app para partilhar corridas/ciclismos nas redes sociais. O Strava deixou-me curiosa.

    1. Strava all the way. Essa volta merecem que adiram aos desafios mensais de km’s (ciclismo ou corrida) e faz um ranking mundial, por país, por idade etc. e ganhas badges. Com a mega volta que vão fazer, vão parar aos tops na boa 🙂

    2. O strava tambem funciona bem para partilha nas redes sociais. A mim só me chateia as iframes serem incompatíveis com o wordpress! Não consigo fazer o embed dos widgets do strava aqui ou postar corridas. Para quem não esteja no wordpress, não há problema neste aspecto.

      1. Ótimo, vou tratar de importar as corridas para o strava para me ir ambientando àquilo. E a ideia de incluir os mapas de kms no blog é fenomenal, como é que não me tinha ocorrido. Talvez o nosso maior desafio seja o aparelho para registar os kms, já que um iPhone com GPS ativado fica sem bateria num instante e o meu relógio Garmin é dos mais básicos, há-de ter umas duas horas de autonomia se tanto.

      2. Boa, segue-me no strava. A garmin tem modelos muito básicos com boa autonomia. Quantas horas é que vão durar as vossas etapas mais longas? Pelo menos a vossa navegação não vai ser muito complexa, é estrada e quase sempre norte sul junto à costa. Eu tenho um velho garmin 60cx com mapas e que funciona a pilhas, é o que uso para o btt, com percurso pré-carregados. Entretanto a Garmin tem um edge touring (https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=MA9V1M2ikqs) que me parece excelente para touring e improvisar um bocado, sem perder o norte, mas o preço começa nos 250 euros. A questão da autonomia foi o principal motivo pelo qual comprei o Suunto Ambit 2, pois tem modos que aguentam 24 horas a registar dados e um que aguenta até 60 horas, enquanto que o meu relógio garmin só aguenta 5 horas, o que não chega nem para certos treinos e muito menos para a ultra maratona que deve durar 16-17 horas.

  2. bom, fui pesquisar e o meu garmin (é o forerunner 10, o mais básico) tem 5 horas de autonomia. estranho porque já o usei numa caminhada de 2 horas e ele parecia estar a ficar quase sem bateria. sendo que os nossos maiores trajetos deverão ser 40 km seguidos (3 horas a pedalar, diria) há de ser suficiente.
    chegámos a pesquisar GPSs para bicicleta, esse Garmin Edge seria talvez o ideal. mas a questão é que como dizes o nosso percurso é simples, não se justificaria. talvez para uma viagem pela Europa, quem sabe 🙂

    1. Pois! Vocês vão preparar bem o percurso. Eu no btt dei bom uso ao meu e agora no trail também, mas é porque me permite ir para uma serra, com trilhos não-cartografados e orientar-me sabendo que vou fazer 20, 25, 30km num percurso circular de volta ao carro. Adoro a sensação de ir para o meio do nada pela primeira vez e explorar aquilo. No ciclismo de estrada não acho que a orientação seja necessária. O pessoal segue estradas e placas, não anda a inventar. Só houve uma coisa que gostei naquele garmin, touring, a cena de ter as estradas mais bike friendly o que sim, pela europa pode dar jeito, para uma pessoa não se meter num IC lá do sítio quando tinha uma estradinha sossegada mesmo ao pé.

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